VOCÊ JÁ IMAGINOU ATRAVESSAR UM RIO SEM PONTE? CASO OU CAUSO? VERDADE OU MENTIRA?

“É difícil imaginar neste mundo contemporâneo, que em pleno século XX existia ferry-boat na região oeste do Paraná para se locomover entre municípios.”

I - INTRODUÇÃO

É difícil imaginar neste mundo contemporâneo, que em pleno século XX existia ferry-boat na região oeste do Paraná para se locomover entre municípios. Atualmente existem pontes na maioria delas, mas há poucos anos não havia. 

O ferry era usado, não por lazer, mas para ligar pequenas cidades, cujas estradas não tinham pontes para acesso a localidades maiores. As urbes ficavam isoladas do outro lado do rio, e as pessoas só conseguiam chegar a outra margem com as chamadas balsas. 


II – RIO PARANÁ

Uma das maiores travessias de balsas, era a do rio Paraná, que separava o estado do Paraná e Mato Grosso do Sul, cuja distância fluvial era aproximadamente 3,7 kms. Só em 1998 foi inaugurada uma ponte (quase século XXI) para ligar os dois estados.


III – CASO OU CAUSO?

Falei várias vezes para o meu pai, que estava dirigindo, que iríamos atravessar um rio sem ponte!  Mas ele não acreditava em mim. Ele achava que eu estava com medo!”

Eu estava sentada no banco da frente do carro, com minha mãe, numa viagem entre Cianorte e Assis Chateaubriand. Ambas no Paraná. Numa estrada de terra. E era noite.

Eu não sabia explicar, mas durante o trajeto eu tinha uma sensação terrível, de que alguma coisa estava para acontecer, e era ruim. O insight foi crescendo dentro de mim, um sentimento de fatalidade, de tragédia. 

Falei várias vezes para o meu pai, que estava dirigindo, que iríamos atravessar um rio sem ponte!  Mas ele não acreditava em mim. Ele achava que eu estava com medo! Mas eu tinha certeza do que sentia. A angústia crescendo em meu coração. Fiquei horas no carro com este sentimento de desastre, de desventura. E acreditem, o assombro era horrível!

Então, em dado momento, como num filme de horror, avistei um clarão a minha frente, o farol não iluminava muito bem, não dava para ver o que era este clarão. Comecei a gritar para meu pai. Pare! Pare! Vamos cair no rio. Gritei muito! Gritei em desespero!

Finalmente meu pai me ouviu e pisou no freio. Como a estrada era de terra, o carro deslizou mais alguns metros. Quase batemos a cabeça no para-brisa. Posso te dizer que paramos a menos de um metro do rio, e não tinha ponte nem balsa.

Este rio era o Piquiri. Meu tio, que estava no carro atrás, bateu na traseira do carro. Aí fomos um pouco mais a frente. As rodas quase ficaram na margem. Imagine o desespero.


IV - CONCLUSÃO

Eu realmente não sei por que tive aquele insight. Havíamos errado a estrada, a balsa era em outro lugar. Ainda me pergunto: e se eu não tivesse sentido aquilo? Tenho certeza de que naquele dia Deus agiu. 

E agora? A história que narrei é um caso ou um causo? Você decide.